Enfím, estava cansado sobre tudo aquilo, não cansado fisicamente, simplesmente não aguentava mais aqueles fatos, aquelas falsas idéias...
Seu quarto era cercado de livros de filosofia, que tentavam explicar com os menores detalhes idéias sobre o que era e como agia o ser humano, e como eram baratas tais filosofias, um absurdo acrescentava não pelo conteúdo do livro e sim pelo preço e as idéias falsas e sempre contraditórias, afinal tudo se explicava com o nada.
Reclamava sempre de um frio, e da solidão que ele sempre traz.E escutava sempre "antes que seja tarde demais", na verdade nao acreditava em expressões desse tipo, quase todos os seus dias eram solitários, embora cercado de pessoas, parecia estar sozinho, às vezes até acreditava em amizade ou coisas do tipo, mais logo se enganava, mais cansou-se de se enganar e resolveu passar o tempo todo sozinho.
E possuia aqueles malditos rompantes de criatividade espontânea, em momentos que julgava não serem adequados, pois não tinha nada pra registrar os pensamentos, e afinal eram todos aleatórios.
Ligava a TV e ficava cansado de ver a mídia sensacionalista, com fatos de uma garota que foi atirada do sexto andar de um prédio.E achava um total absurdo o ocorrido mais achava incrivelmente grotesco como a mídia ficava atrás dessa história, e como as pessoas ficam indignadas, sendo que todos os dias pessoas morrem de formas até mais brutais e ninguém realmente se importa.
E surgem manifestações, e a população agride a si mesma, o fato é esquecido e todos seguem suas vidas, sempre esquecendo afinal desvendar um assassinato é mais interessante que se preocupar com seu país, e acrescentava que os mais inteligentes eram os políticos, pois roubavam da sociedade sem a mesma perceber, aliás para facilitar isso era mais facil deixar todo o país ignorante claro, estado atual óbvio
E amava dizer que gostava da chuva e amava alguém, aliás perguntei-lhe a pouco e me disse que passou a odiar a chuva...
Como era interessante falar sobre coisas que quase ninguém entendia ou até conhecia, afinal todos os seus pensamentos quando passados para o papel sempre eram ou estranhamente elogiados ou bizarramente (essa palavra existe?) criticados, afinal de que adianta a critica?Como qualquer ser humano fingia não escutar, e escondia quase todos os seus pensamentos, não só de outras pessoas, mais de si mesmo.
Caminhava entre milhões sem ser notado, e quando o percebiam fingia que não era com ele, esse era seu ensaio
Texto não muito bom, escrito aqui na caixa do blog mesmo
Espero que não gostem.
E se quiséssemos parar o tempo?
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