05:03 da manhã.
Sinto a ferrugem.
Telefone continua calado, chego em casa tomo meu Whisky e alimento mais a minha solidão.
Um gosto amargo ainda insiste em permanecer no meu corpo.
Corpo.
Corpo...
Estranho.
Gelado, com o peito ardendo, gritando por socorro, prestes a cair do décimo quarto andar.
A sacada é curta.
O grito é inevitável.
Eu vou acordar o vizinho.
Eu vou riscar os corpos.
Eu vou te telefonar.
Te abraçar.
Te amar.
Te odiar.
Te perdoar.
Te amar de novo.
E dizer que eu só preciso dormir...
E se quiséssemos parar o tempo?
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