E se quiséssemos parar o tempo?

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Sabe, estressante é saber que um dia tudo irá desabar, e por mais que eu esteja ou não, nada vai impedir de tudo se acabar, sabe-se lá porquê.

sábado, 26 de julho de 2008

Metaverdade sem seriedade

"- Ah, sempre vejo a felicidade em um futuro,ás vezes distante, quem sabe tão próximo."
"- É engraçado pensarmos que tudo será melhor daqui pra frente."
"- E será?"
"- Bom, seja otimista, afinal se for pra ser feliz mesmo que seja daqui alguns anos acho que seria importante você esperar, e tanta coisa mudará."
"- Tudo muda "né"?"
"- Sim."
"- Você vai mudar também?"
"- Quem sabe...."
"- Espero que não mude, seria tão bom você ficar aqui, ser imutável."
"- Isso seria fatídico, eu acho."
"- Nem tanto, seria interessante.
"- Olhe, o sol já está surgindo..."
"- É lindo, tirando o fato de aparecer todos os dias."
"- Ah, mais isso não altera sua beleza, você acha que altera?"
"- Ah... Com certeza"
"- Então... Fugimos do assunto, não é?
"- Sim..."
"- E ai vai esperar a felicidade aparecer?"
"- Não..."
"- Como assim?"
"- Eu não disponho de tanto tempo assim, meu caro amigo.

Complicação.

Papéis se misturam com lagrimas de quem um dia pensou em te ter aos braços.
Mais um dia eles vão acabar.
E acho que nunca vou poder chamar você de meu amor.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sintonia

Tenho prazos à cumprir
Tenho contas à pagar
Tenho versos pra citar
Não Tenho um amor pra deixar.
Tenho uma lição pra deixar.
Mais, afinal quem se importa?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Espetáculo

E nada mais faz sentido.
E nada tem um significado.
Eu queria ser especial.
Pelo menos pra alguém
Porquê não?
Sombrio, parado com um tremendo cansaço, cansado de ouvir as mesmas coisas, as mesmas desculpas, choros e discussões.
Olha para o alto, onde vê um sino que anuncia alegoricamente:
MOR TE.
MOR TE.
MOR TE.
"- Ah, triste sino, até tu me incentivas...


MOR TE.
MOR TE.
MOR TE.

De fato tudo conspirava contra ele, inclusive tristes canções que o faziam pensar, sobre o que ele acrescentaria algo ao mundo, se ele seria mais um anônimo que se foi sem deixar nada a acrescentar no texto histórico de sua espécie, não deixarar por egoísmo quem sabe...
Estava cansado de pessoas que não tinham tempo pra ele.
Estava cansado de pessoas que estavam ocupadas demais pra ele.
Estava cansado de esperar que "um dia" tudo melhorasse.



Mas nem tinha muito com o que se preocupar, homem nenhum dura muito.
De fato, homem algum dura muito.
Talvez seja melhor.
Prove que será melhor.
Diga que ainda existe algo que eu possa fazer.

E o espetáculo está em sua frente:
"-Ah, doce utopia."
"- E o que você vai querer hoje?"
"- Um pouco menos de tristeza, talvez."
"- Está aqui."
"- Não lhe agradeço porque não posso agradecer por isso."

E o espetáculo começa!
E a platéia?
E a platéia? Afinal quem é a platéia?!
A platéia são os palhaços estarrecidos, que olham para aquele corpo jogado ao chão.

Uma voz pergunta:
"- O que aconteceu?"
"- Ele quis deixar de viver."


Eu não preciso disso.
Eu não mudo minha maneira de escrever por um e-mail.
Eu definitivamente não preciso disso.

sábado, 12 de julho de 2008

Reflexo

Estava sentada á beira de um penhasco, sozinha como sempre, repudiando a paisagem, quando decidiu gritar :
"- Tem alguém aí?"
Sabia que ninguém responderia como sempre, mas não deixara de tentar, e se surpreendeu ao ouvir:
"- Sim." Era um grito distante vindo de um pequeno ponto bem embaixo de onde estava, e era uma voz tão acolhedora, tão carinhosa, que o confortara.
"- E quem é que tá aí?" Perguntou.
"- É a Esperança."
"- Legal, sobe aqui, vem me fazer companhia."
"- Desce aqui, eu não consigo subir aí."
"- Demorei anos para subir aqui, levarei anos para descer até aí!"
"- Pois pule, eu não subo até aí!"
"- Quê?"
"- Pule!"
"- Tá bem então, to indo.
E sem se importar, saltou, caiu de cabeça no chão, ali morreu, enquanto seu sangue formava a palavra "esperança."






Ficou meio confuso, como não tenho costume, digo-lhes que vou fazer alguns breves comentários:
Nesse texto exsitem 2 personagens óbvios, a Esperança e o outro é a Solidão.
A Esperança fez com que a Solidão se matasse, talvez em um momento de desespero a Solidão realmente estivesse cansada de ficar sozinha, o que não deu muito certo, continuando com o conceito final me sinto obrigado a perguntar-lhe:
"- A Esperança mata a Solidão?"
Sim? Não?
Pronuncie-se.
Sinto saudade, dos erros que poderiam não ter sinto cometidos.
Sinto saudade de ter aquela confiança em te falar coisas sem sentido, e te ouvir sorrindo, e rir disso.
Saudades de quem eu fui, e talvez nunca mais volte ser.
Saudades de quem você era, e que nunca mais será a mesma.
Algo que me dói tanto, que por um erro ou qualquer coisa do tipo, me fez te perder, e ter a certeza que nunca mais seriamos os mesmos.
Saudades do aperto do teu abraço, que por mais que fosse distante, me fazia feliz, e fazia com que me sentisse realmente acolhido por alguém que se importaria comigo.
Sim... As pessoas mudam e daí?De fato sentirei falta de tudo aquilo que cito acima e de tudo que talvez nunca mais volte.


O texto não ficou tão bom, e nem era pra ficar, se houver algum erro na gramática, perdoem-me

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Questão de observação/interpretação

- E porque você me faz ler essas coisas?
- Eu gosto da sua opinião, oras.
- E porque você, surge do nada, e do mesmo modo me diz essas coisas.
- Ah...
- Porque você sempre tá aqui?
- Ah, gosto de observar, de ver alguém sorrindo, não sei bem porque tô aqui, e você porque tá aqui?
- Eu também observo, e gosto de ver alguém sorrindo, mais essa pessoa nunca sorri.
- Ah...
- Gostaria de saber quem é?
- Na verdade.....é, maaas.
- O quê?
- Gostaria de saber quem é?
- Na verdade, não.

domingo, 6 de julho de 2008

Morte emocional.

Estava realmente preparado, para tentar vencer a unica batalha que tinha certeza que não havia chances alguma de vitória.
Era óbvio, que seria uma batalha a qual por mais que tentasse não poderia evitar, mais era tão triste, o fato de óbviamente saber do resultado.
Resolvera seguir um caminho totalmente diferente do qual lhe foi concedido, ao tomar uma decisão que não julgava ser certa, porém mesmo assim decidiu que isso seria o mais adequado, não importando as conseqüências.
Colocar sentimentos em palavras, seria provar os sentimentos dela, seria arriscar tudo por uma pessoa que jamais pediria tal sacrifício, pois nunca conseguira, fazê-lo valer a pena.
No entanto, conter-se seria um suicídio emocional, algo que literalmente poderia matá-lo
Seu destino era arriscar a felicidade de ambos, ou destruir a sua.
Mas ele não conseguiria vê-la infeliz mais uma vez, ela, estava tão contente, afinal coisas boas estavam acontecendo em sua vida, parecia um sonho.
Decidiu calar-se e matar seus sentimentos, afinal, tinha certeza de que o mal que ele poderia causar não era só a si mesmo.

sábado, 5 de julho de 2008

Tanto faz, tudo bem, nunca mais amo alguém

- É você voltou a dizer coisas, que tinha jurado não ter dito.
- Pois bem.
- E o que você pensa?
- Eu acho que tudo não passa de uma ilusão minha.
- Sei lá...
- Como assim, você "sabe lá"?!Só me faltava dizer que você não tem palavra.
- Na verdade, eu não a tenho, mais A queria ter.
- E porquê você A queria ter?
- Quem sabe assim, nem sei o que dizer, talvez assim eu não tivesse que voltar atrás, e acabasse sempre aqui, trancado, literalmente sofrendo tanto.
- Essas suas palavras me soam de uma forma tão inespressiva, na verdade é assim que gosto.
- E assim eu sei que eu não vi a cara da tristeza, mais eu sei não é bem assim.
- De qualquer modo o que você fará agora?Diga seus próximos passos se é assim que podemos dizer
- Na verdade, eu nunca tive planos, afinal diga isso ao Improviso.
- Eu não acreditei no que eu deveria acreditar.
- Ah, você me confunde, isso não é algo tão simples mais mesmo assim me faz pensar e tenho uma pergunta:
- Afinal o que você quer dizer?
- Quero paz e vocês não vão precisar ou lembrar de min, eu não vou chorar, te prometo;
Segredo.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Clichê

Afinal, pelo menos hoje queria saber o sentido dessa maldita existência.