Acordava, se arrumava, entrava em um veículo retangular.
Tudo era de fato uma composição de linhas retas.
Entrava em um prédio quadrado.
E tudo e todos eram da mesma maneira.
Mesma forma sem variação, sempre linhas verticais e horizontais, na mesma maldita ordem.
E lá passava quase metade do seu dia.
E escrevia tudo com suas letras amórficas, na visão dos outros.
Pegava o veículo retangular, e via em todos os rostos linhas de expressão inuteís de diversas formas.
Não se importava afinal.
Tudo o que tem uma linha é previsível dizia.
Um dia foi surpreendido por um sujeito que queria o papel que trazia na carteira, porém não o entregou.
Foi atingido por um objeto cilíndrico no peito, ficou surpreso, sangrou e morreu.
Descobriu da pior maneira que nem tudo nem tudo era uma linha reta aparentemente.
Deitado, com o seu sangue amórfico manchando parte de uma rua.
E pediu que escrevessem em sua lápide :
"Foi apenas mais uma linha, sem imporância para as demais formas."
P.S: Só não me pergunte como pensei em coisas desse tipo além do que odeio geometria matemática e afins :D
sábado, 31 de maio de 2008
Além de poético agora é sádico.
Enquanto você fica aí
Cuspindo sangue em seu teclado
Eu me mantenho aqui
Pensando nisso me mantenho aqui com um sorriso calado.
Cuspindo sangue em seu teclado
Eu me mantenho aqui
Pensando nisso me mantenho aqui com um sorriso calado.
Ironia
E hoje lembrei-me de um livro que ja havia lido, há tempos.
Nele estavam escritas palavras sobre um homem muito pobre, que havia encontrado um copo, que quando caíssem lágrimas dentro, a lágrima transformaria-se em pérola, irônico como o livro termina.
Esse mesmo homem, em cima de milhares de pérolas chorando, e em sua mão uma faca com o sangue de sua esposa...
Sim, ele a matou para chorar e ficar rico.
O quanto isso te surpreende?
Sacrificaria o amor pelo dinheiro?
Nele estavam escritas palavras sobre um homem muito pobre, que havia encontrado um copo, que quando caíssem lágrimas dentro, a lágrima transformaria-se em pérola, irônico como o livro termina.
Esse mesmo homem, em cima de milhares de pérolas chorando, e em sua mão uma faca com o sangue de sua esposa...
Sim, ele a matou para chorar e ficar rico.
O quanto isso te surpreende?
Sacrificaria o amor pelo dinheiro?
sexta-feira, 30 de maio de 2008
É ignorância
Da sua parte, se iludir e achar que ta tudo bem.
Só quero que você acorde pra vida, e veja que eu não sou seu boneco, que você pode brincar e por na estante quando enjoar.
Só quero que você acorde pra vida, e veja que eu não sou seu boneco, que você pode brincar e por na estante quando enjoar.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
...
"Um homem que não tem consciencia, que não tem bondade,não sofre"
(trecho retirado do livro : "O caçador de pipas"
(trecho retirado do livro : "O caçador de pipas"
domingo, 25 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Prólogo
05:03 da manhã.
Sinto a ferrugem.
Telefone continua calado, chego em casa tomo meu Whisky e alimento mais a minha solidão.
Um gosto amargo ainda insiste em permanecer no meu corpo.
Corpo.
Corpo...
Estranho.
Gelado, com o peito ardendo, gritando por socorro, prestes a cair do décimo quarto andar.
A sacada é curta.
O grito é inevitável.
Eu vou acordar o vizinho.
Eu vou riscar os corpos.
Eu vou te telefonar.
Te abraçar.
Te amar.
Te odiar.
Te perdoar.
Te amar de novo.
E dizer que eu só preciso dormir...
Sinto a ferrugem.
Telefone continua calado, chego em casa tomo meu Whisky e alimento mais a minha solidão.
Um gosto amargo ainda insiste em permanecer no meu corpo.
Corpo.
Corpo...
Estranho.
Gelado, com o peito ardendo, gritando por socorro, prestes a cair do décimo quarto andar.
A sacada é curta.
O grito é inevitável.
Eu vou acordar o vizinho.
Eu vou riscar os corpos.
Eu vou te telefonar.
Te abraçar.
Te amar.
Te odiar.
Te perdoar.
Te amar de novo.
E dizer que eu só preciso dormir...
terça-feira, 20 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
Fotos (Saudade)
- Ei você!
- Sim! Você mesmo!
- Ja olhou fotos e sentiu saudades?
- E se você não estivesse nelas, e até não conhecendo as pessoas que fazem parte dela,você sentisse saudade?
- Saudades daquele tempo.
- Daqueles sorrisos.
- Daqueles rostos.
- Daquele passado...
- Pode ser ou não distante , mais mesmo assim parece tenho um certo sentimento...
- Que o modo mais plausível de caracterizar, seria chamá-lo de saudade...
- Porém, se eu não estava lá, não conheço as pessoas, como posso sentir saudades?
- Ah! São as expresões nos rostos delas, não?
- Sabe, acho que você até tem uma certa razão, sinto falto de um sorriso, de uma lágrima, mais quando essas expressões atingem meu rosto parecem algo tão banal, que mal percebo...
- Então você quer dizer que precisa ver a felicidade em rostos alheios para se sentir feliz?
- Não necessariamente.
- Então, afinal o que você quer dizer?
- Que queria, pelo menos uma vez, te ver sorrir...
- Sim! Você mesmo!
- Ja olhou fotos e sentiu saudades?
- E se você não estivesse nelas, e até não conhecendo as pessoas que fazem parte dela,você sentisse saudade?
- Saudades daquele tempo.
- Daqueles sorrisos.
- Daqueles rostos.
- Daquele passado...
- Pode ser ou não distante , mais mesmo assim parece tenho um certo sentimento...
- Que o modo mais plausível de caracterizar, seria chamá-lo de saudade...
- Porém, se eu não estava lá, não conheço as pessoas, como posso sentir saudades?
- Ah! São as expresões nos rostos delas, não?
- Sabe, acho que você até tem uma certa razão, sinto falto de um sorriso, de uma lágrima, mais quando essas expressões atingem meu rosto parecem algo tão banal, que mal percebo...
- Então você quer dizer que precisa ver a felicidade em rostos alheios para se sentir feliz?
- Não necessariamente.
- Então, afinal o que você quer dizer?
- Que queria, pelo menos uma vez, te ver sorrir...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Gritos (Solidão)
QUANDO VOCÊ NÃO ESPERAR, VAI DOER.
E EU SEI COMO VAI DOER.
E VAI PASSAR, COMO PASSOU POR MIM.
E FAZER COM QUE EU ME SINTA ASSIM.
COMO eu SINTO!
COMO eu VEJO!
COMO eu TENTO!
COMO eu NÃO CANSO DE TENTAR.
Eu SEI QUE VAI OUVIR.
Eu SEI QUE VAI LEMBRAR!
VAI REZAR PRA ESQUECER.
VAI PEDIR PRA ESQUECER!
MAS eu NÃO VOU DEIXAR.
Eu NÃO VOU DEIXAR!!!
As partes do "eu" minusculo, talves algum dia vocês entendam o porquê...
E EU SEI COMO VAI DOER.
E VAI PASSAR, COMO PASSOU POR MIM.
E FAZER COM QUE EU ME SINTA ASSIM.
COMO eu SINTO!
COMO eu VEJO!
COMO eu TENTO!
COMO eu NÃO CANSO DE TENTAR.
Eu SEI QUE VAI OUVIR.
Eu SEI QUE VAI LEMBRAR!
VAI REZAR PRA ESQUECER.
VAI PEDIR PRA ESQUECER!
MAS eu NÃO VOU DEIXAR.
Eu NÃO VOU DEIXAR!!!
As partes do "eu" minusculo, talves algum dia vocês entendam o porquê...
quarta-feira, 14 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Infância
E agora que estamos crescidos será que já deu pra perceber?
Que você não tem mais amigos e sabe que eu não vou socorrer.
Eu sei que posso estar errado.
Mas fico feliz em te ver assim.
Mas saiba que o nosso passado entalhou cicatriz de ódio em mim.
Saiba que eu daria tudo pra poder dizer
Que o sofrimento que você causou me fez crescer.
Tem vezes que eu daria tudo pra retribuir
Tudo que você fazia pra me destruir.
E a culpa é sua por hoje eu ser assim.
E a culpa é sua por eu não ter sido criança
E a culpa é sua por eu não gostar mais de mim.
Que você não tem mais amigos e sabe que eu não vou socorrer.
Eu sei que posso estar errado.
Mas fico feliz em te ver assim.
Mas saiba que o nosso passado entalhou cicatriz de ódio em mim.
Saiba que eu daria tudo pra poder dizer
Que o sofrimento que você causou me fez crescer.
Tem vezes que eu daria tudo pra retribuir
Tudo que você fazia pra me destruir.
E a culpa é sua por hoje eu ser assim.
E a culpa é sua por eu não ter sido criança
E a culpa é sua por eu não gostar mais de mim.
sábado, 10 de maio de 2008
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Crônica rabiscada no caderno.
- Cê tá me mentindo.
- Estou nada.
- Cê tá falando sério mesmo?
- Olha, não podia ser mais sério do que o que eu falei.
É verdade.
- Cê comeu ela mesmo?
- Aham.
- Mas... Mas... Ela parece o tipo de pessoa que é virgem pra sempre!
- Que nada. Ela é safada.
- É? Ela é tão... meiga!
- Isso porque você não conhece direito...
- Foi bom?
- Ô. Foi ótimo.
- O que cês fizeram, exatamente?
- Porra, aí já não interessa.
- Ahn... Parabéns, cara.
- Parabéns por o quê?
- Parabéns, ué. Sempre quis trepá com ela.
- Sério?- Uhum, ela é tão...
- Olha, você podia não falar sobre os motivos pelos quais você queria fodê-la?
- Tá.
- Que bom.
- ...
- O que foi?
- Sortudo da porra.
- Não foi sorte.
- Foi o quê?
- Habilidade.
- ...
- Bom, acho que vou pra casa.
- Tá cansadinho, é? De tanto transar com a gostosa, é?
- Vá se foder.
E neste dia acabou uma amizade de 3 anos.
- Estou nada.
- Cê tá falando sério mesmo?
- Olha, não podia ser mais sério do que o que eu falei.
É verdade.
- Cê comeu ela mesmo?
- Aham.
- Mas... Mas... Ela parece o tipo de pessoa que é virgem pra sempre!
- Que nada. Ela é safada.
- É? Ela é tão... meiga!
- Isso porque você não conhece direito...
- Foi bom?
- Ô. Foi ótimo.
- O que cês fizeram, exatamente?
- Porra, aí já não interessa.
- Ahn... Parabéns, cara.
- Parabéns por o quê?
- Parabéns, ué. Sempre quis trepá com ela.
- Sério?- Uhum, ela é tão...
- Olha, você podia não falar sobre os motivos pelos quais você queria fodê-la?
- Tá.
- Que bom.
- ...
- O que foi?
- Sortudo da porra.
- Não foi sorte.
- Foi o quê?
- Habilidade.
- ...
- Bom, acho que vou pra casa.
- Tá cansadinho, é? De tanto transar com a gostosa, é?
- Vá se foder.
E neste dia acabou uma amizade de 3 anos.
Ensaio sobre a solidão
Enfím, estava cansado sobre tudo aquilo, não cansado fisicamente, simplesmente não aguentava mais aqueles fatos, aquelas falsas idéias...
Seu quarto era cercado de livros de filosofia, que tentavam explicar com os menores detalhes idéias sobre o que era e como agia o ser humano, e como eram baratas tais filosofias, um absurdo acrescentava não pelo conteúdo do livro e sim pelo preço e as idéias falsas e sempre contraditórias, afinal tudo se explicava com o nada.
Reclamava sempre de um frio, e da solidão que ele sempre traz.E escutava sempre "antes que seja tarde demais", na verdade nao acreditava em expressões desse tipo, quase todos os seus dias eram solitários, embora cercado de pessoas, parecia estar sozinho, às vezes até acreditava em amizade ou coisas do tipo, mais logo se enganava, mais cansou-se de se enganar e resolveu passar o tempo todo sozinho.
E possuia aqueles malditos rompantes de criatividade espontânea, em momentos que julgava não serem adequados, pois não tinha nada pra registrar os pensamentos, e afinal eram todos aleatórios.
Ligava a TV e ficava cansado de ver a mídia sensacionalista, com fatos de uma garota que foi atirada do sexto andar de um prédio.E achava um total absurdo o ocorrido mais achava incrivelmente grotesco como a mídia ficava atrás dessa história, e como as pessoas ficam indignadas, sendo que todos os dias pessoas morrem de formas até mais brutais e ninguém realmente se importa.
E surgem manifestações, e a população agride a si mesma, o fato é esquecido e todos seguem suas vidas, sempre esquecendo afinal desvendar um assassinato é mais interessante que se preocupar com seu país, e acrescentava que os mais inteligentes eram os políticos, pois roubavam da sociedade sem a mesma perceber, aliás para facilitar isso era mais facil deixar todo o país ignorante claro, estado atual óbvio
E amava dizer que gostava da chuva e amava alguém, aliás perguntei-lhe a pouco e me disse que passou a odiar a chuva...
Como era interessante falar sobre coisas que quase ninguém entendia ou até conhecia, afinal todos os seus pensamentos quando passados para o papel sempre eram ou estranhamente elogiados ou bizarramente (essa palavra existe?) criticados, afinal de que adianta a critica?Como qualquer ser humano fingia não escutar, e escondia quase todos os seus pensamentos, não só de outras pessoas, mais de si mesmo.
Caminhava entre milhões sem ser notado, e quando o percebiam fingia que não era com ele, esse era seu ensaio
Texto não muito bom, escrito aqui na caixa do blog mesmo
Espero que não gostem.
Seu quarto era cercado de livros de filosofia, que tentavam explicar com os menores detalhes idéias sobre o que era e como agia o ser humano, e como eram baratas tais filosofias, um absurdo acrescentava não pelo conteúdo do livro e sim pelo preço e as idéias falsas e sempre contraditórias, afinal tudo se explicava com o nada.
Reclamava sempre de um frio, e da solidão que ele sempre traz.E escutava sempre "antes que seja tarde demais", na verdade nao acreditava em expressões desse tipo, quase todos os seus dias eram solitários, embora cercado de pessoas, parecia estar sozinho, às vezes até acreditava em amizade ou coisas do tipo, mais logo se enganava, mais cansou-se de se enganar e resolveu passar o tempo todo sozinho.
E possuia aqueles malditos rompantes de criatividade espontânea, em momentos que julgava não serem adequados, pois não tinha nada pra registrar os pensamentos, e afinal eram todos aleatórios.
Ligava a TV e ficava cansado de ver a mídia sensacionalista, com fatos de uma garota que foi atirada do sexto andar de um prédio.E achava um total absurdo o ocorrido mais achava incrivelmente grotesco como a mídia ficava atrás dessa história, e como as pessoas ficam indignadas, sendo que todos os dias pessoas morrem de formas até mais brutais e ninguém realmente se importa.
E surgem manifestações, e a população agride a si mesma, o fato é esquecido e todos seguem suas vidas, sempre esquecendo afinal desvendar um assassinato é mais interessante que se preocupar com seu país, e acrescentava que os mais inteligentes eram os políticos, pois roubavam da sociedade sem a mesma perceber, aliás para facilitar isso era mais facil deixar todo o país ignorante claro, estado atual óbvio
E amava dizer que gostava da chuva e amava alguém, aliás perguntei-lhe a pouco e me disse que passou a odiar a chuva...
Como era interessante falar sobre coisas que quase ninguém entendia ou até conhecia, afinal todos os seus pensamentos quando passados para o papel sempre eram ou estranhamente elogiados ou bizarramente (essa palavra existe?) criticados, afinal de que adianta a critica?Como qualquer ser humano fingia não escutar, e escondia quase todos os seus pensamentos, não só de outras pessoas, mais de si mesmo.
Caminhava entre milhões sem ser notado, e quando o percebiam fingia que não era com ele, esse era seu ensaio
Texto não muito bom, escrito aqui na caixa do blog mesmo
Espero que não gostem.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Crônica
Doutro lado do metrô, logo ali na outra plataforma, separados de mim por um vão, há um homem e uma mulher.
A frase sofre de imprecisão e até mentira, eu sei, mas doutro lado um homem e uma mulher.
É um casal jovem, em média 15 anos cada um, um casal jovem e peculiar e até peculiar, e ambos se dão as mãos e ela é toda ternura com ele, e ele sorri aquele sorriso de homem que sabe que é amado e protegido por uma mulher.
Quanto amor naquele casal! E como ela trata o outro como se fosse uma bonequinha enorme, que merece todo o cuidado, e beija aquela boca dum jeito estranho e constrangedor para a gente que observa do lado de cá.
Uma dupla ao meu lado comenta os dois, pode-se ouvir um deles falando "É... Tá certo ele!", e ela é japonesa e ele é barbado, doutro lado.
E as mãos dela tentam cobrir completamente a mão dele e ela tem uns oclinhos e ele tem sua pasta e sua cara de universitário.
Eu, aqui do meu lado, acho um absurdo aquele encantador casal, aquele encantador e jovem e peculiar, peculiar casal.
Contemplo admirado, repugnado, , minhas coisas se mexem dentro de mim, e sou capaz de acreditar que todos os outros têm suas coisas móveis também.
Doutro lado do metrô, um crime à mostra, uma criança de 10 anos e outra de 20 se namoram. E a moral, e o moral?
E minha vontade de ridicularizar o pobre rapaz? E minha vontade de me jogar nos trilhos?
E aquela boca infantil e todo o ranho das crianças?
A frase sofre de imprecisão e até mentira, eu sei, mas doutro lado um homem e uma mulher.
É um casal jovem, em média 15 anos cada um, um casal jovem e peculiar e até peculiar, e ambos se dão as mãos e ela é toda ternura com ele, e ele sorri aquele sorriso de homem que sabe que é amado e protegido por uma mulher.
Quanto amor naquele casal! E como ela trata o outro como se fosse uma bonequinha enorme, que merece todo o cuidado, e beija aquela boca dum jeito estranho e constrangedor para a gente que observa do lado de cá.
Uma dupla ao meu lado comenta os dois, pode-se ouvir um deles falando "É... Tá certo ele!", e ela é japonesa e ele é barbado, doutro lado.
E as mãos dela tentam cobrir completamente a mão dele e ela tem uns oclinhos e ele tem sua pasta e sua cara de universitário.
Eu, aqui do meu lado, acho um absurdo aquele encantador casal, aquele encantador e jovem e peculiar, peculiar casal.
Contemplo admirado, repugnado, , minhas coisas se mexem dentro de mim, e sou capaz de acreditar que todos os outros têm suas coisas móveis também.
Doutro lado do metrô, um crime à mostra, uma criança de 10 anos e outra de 20 se namoram. E a moral, e o moral?
E minha vontade de ridicularizar o pobre rapaz? E minha vontade de me jogar nos trilhos?
E aquela boca infantil e todo o ranho das crianças?
segunda-feira, 5 de maio de 2008
O Espectador
Ao espaço em que publicarei meus textos.
Serão quase sempre atualizações diárias
*Sem muito o que falar u_u*
Bom, como é incrivelmente dificil começar um texto, em um blog ainda, onde todo mundo pode ler, enfím espero que gostem.
*três horas pra fazer o título do blog u_u*
Segue o texto:
O Espectador
O espetáculo está às suas portas, que ele espia pela janela. Sua janela para o mundo é um pedaço de cristal de umas dezenove polegadas.Ele assiste o show e minimiza a janela, entediado. As horas passam, e quase cinco gigabytes de música não são o bastante para preencher o vazio no buraco aberto pelo tédio.A vida fica parecendo uma grande perda de tempo, uma espera infinitamente cansativa.Sozinho, preso em sua própria claustrofóbica letargia, ele espera.
Serão quase sempre atualizações diárias
*Sem muito o que falar u_u*
Bom, como é incrivelmente dificil começar um texto, em um blog ainda, onde todo mundo pode ler, enfím espero que gostem.
*três horas pra fazer o título do blog u_u*
Segue o texto:
O Espectador
O espetáculo está às suas portas, que ele espia pela janela. Sua janela para o mundo é um pedaço de cristal de umas dezenove polegadas.Ele assiste o show e minimiza a janela, entediado. As horas passam, e quase cinco gigabytes de música não são o bastante para preencher o vazio no buraco aberto pelo tédio.A vida fica parecendo uma grande perda de tempo, uma espera infinitamente cansativa.Sozinho, preso em sua própria claustrofóbica letargia, ele espera.
Assinar:
Postagens (Atom)
