E se quiséssemos parar o tempo?

sábado, 12 de julho de 2008

Reflexo

Estava sentada á beira de um penhasco, sozinha como sempre, repudiando a paisagem, quando decidiu gritar :
"- Tem alguém aí?"
Sabia que ninguém responderia como sempre, mas não deixara de tentar, e se surpreendeu ao ouvir:
"- Sim." Era um grito distante vindo de um pequeno ponto bem embaixo de onde estava, e era uma voz tão acolhedora, tão carinhosa, que o confortara.
"- E quem é que tá aí?" Perguntou.
"- É a Esperança."
"- Legal, sobe aqui, vem me fazer companhia."
"- Desce aqui, eu não consigo subir aí."
"- Demorei anos para subir aqui, levarei anos para descer até aí!"
"- Pois pule, eu não subo até aí!"
"- Quê?"
"- Pule!"
"- Tá bem então, to indo.
E sem se importar, saltou, caiu de cabeça no chão, ali morreu, enquanto seu sangue formava a palavra "esperança."






Ficou meio confuso, como não tenho costume, digo-lhes que vou fazer alguns breves comentários:
Nesse texto exsitem 2 personagens óbvios, a Esperança e o outro é a Solidão.
A Esperança fez com que a Solidão se matasse, talvez em um momento de desespero a Solidão realmente estivesse cansada de ficar sozinha, o que não deu muito certo, continuando com o conceito final me sinto obrigado a perguntar-lhe:
"- A Esperança mata a Solidão?"
Sim? Não?
Pronuncie-se.

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